PortoGraal
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Feranado Pessoa 3

 

O INFANTE

 

Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quiz que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,  

E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.  

Quem te sagrou creou-te portuguez.

Do mar e nós em ti nos deu signal.

Cumpriu-se o Mar, e o Imperio se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

 

O INFANTE D. HENRIQUE

 

Em seu throno entre o brilho das espheras,

Com seu manto de noite e solidão,

Tem aos pés o mar novo e as mortas eras –

O unico imperador que tem, deveras,

O globo mundo em sua mão.  

 

 

PADRÃO

 

O esforço é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para deante naveguei.  

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão signala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus.  

E ao immenso e possivel oceano

Ensinam estas Quinas, que aqui vês,

Que o mar com fim será grego ou romano:

O mar sem fim é portuguez.  

E a Cruz ao alto diz que o que me ha na alma

E faz a febre em mim de navegar

Sé encontrará de Deus na eterna calma

O porto sempre por achar.  

 

 

O MOSTRENGO

 

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

À roda da nau voou trez vezes,

Voou trez vezes a chiar,

E disse, «Quem é que ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?»

E o homem do leme disse, tremendo,

«El-Rei D. João Segundo!»  

«De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?»

Disse o mostrengo, e rodou trez vezes,

Trez vezes rodou immudo e grosso,

«Quem vem poder o que só eu posso,

que moro onde nunca ninguem me visse

e escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse,

«El-Rei D. João segundo!»  

Trez vezes do leme as mãos ergueu,

Trez vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer trez vezes,

«Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quere o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!»  

 

EPITAPHIO DE BARTOLOMEU DIAS

 

Jaz aqui, na pequena praia extrema,

O Capitão do Fim. Dobrado o Assombro,

O mar é o mesmo: já ninguem o tema!

Atlas, mostra alto o mundo no seu hombro.

 

OCCIDENTE

 

Com duas mãos – o Acto e o Destino –

Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu

Uma ergue o facho tremulo e divino

E a outra afasta o véu.  

Fosse a hora que haver ou a que havia

A mão que ao Occidente o véu rasgou,

Foi alma a Sciencia e corpo a Ousadia

Da mão que desvendou.  

Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal

A mão que ergueu o facho que luziu,

Foi Deus a alma e o corpo Portugal

Da mão que o conduziu.

 

 

MAR PORTUGUEZ

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lagrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão resaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!  

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a lama não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,

Mas nelle é que espelhou o céu.

 

 

A ULTIMA NAU

 

Levando a bordo El-Rei D. Sebastião,

E erguendo, como um nome, alto o pendão

Do Imperio,

Foi-se a ultima nau, ao sol aziago

Erma, e entre choros de ancia e de presago

Mysterio.  

Não voltou mais. A que ilha indescoberta

Aportou? Voltará da sorte incerta

Que teve?

Deus guarda o corpo e a fórma do futuro,

Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro

E breve.  

Ah, quanto mais ao povo a alma falta,

Mais a minha alma atlantica se exalta

E entorna,

E em mim, num mar que não tem tempo ou spaço,

Vejo entre a cerração teu vulto baço

Que torna.  

Não sei a hora, mas sei que ha a hora,

Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora

Mysterio.

Surges ao sol em mim, e a nevoa finda:

A mesma, e trazes o pendão ainda

Do Imperio.

 

 

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 Falando com Nossa Mãe Maria

 INFORMAÇÂO È LUZ

 

 
 

 

 

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Arvore da Vida

 

LIMPEZA DE 21 DIAS DO

 ARCANJO MIGUEL

(Retirada de Implantes)

Mandalas em Movimento

http://www.light-weaver.com/slide2/a.html 

Om Mani Peme Hum
Meditação e Projecçao Astral
em 6 Partes
 
 
Filme o Segredo em 11 Partes
 
Invocação á LUZ


Ó! Deus Todo-Poderoso,
presente em meu coração
e Todo-Poderoso Elohim da Paz!

Eu peço que cada vez mais
Chama Violeta Consumidora
 seja derramada sobre mim e
sobre todos aqueles que
estão sob esta radiação,
 para nos proteger contra
a ação
desastrosa das criações
humanas destrutivas, para
 controlar os poderes da
natureza e as forças dos
elementos, neste instante
 mesmo e por toda a
eternidade.

EU SOU EU SOU EU SOU




INVOCAMOS AS ENERGIAS
DO GRANDE SOL CENTRAL
A GRANDE FONTE
 ILUMINADORA DO AMOR

INVOCAMOS AOS ELOHINS…
OS ANJOS QUE NOS
ILUMINAM… E AOS
QUATRO PILARES
 DOS FILHOS DA LUZ …
SANAT KUMARA,
 METATRON, MIGUEL
E MELCHIZEDEK

INVOCAMOS AOS SERES
 DAS ESTRELAS QUE
COM ASHTAR,
ELEVAM E APOIAM
NOSSOS ESFORÇOS

INVOCAMOS A SHAMBALLA
E AOS MESTRES
ASCENSIONADOS
QUE GUIAM E NUTREM
ESTE ENCONTRO DE ALMAS,
SERES DAS ESTRELAS
E MESTRES ENCARNADOS
A DEDICAR SUA INTENÇÃO
 PARA ELEVAR A TODA
VIDA PELO AMOR

INVOCAMOS A MÃE MARIA,
 KUAN YIN E A MADALENA
PARA ENCHER NOSSOS
 CORAÇÕES COM HUMILDADE
E COMPAIXÃO

INVOCAMOS A NOSSA MAGNA
PRESENÇA EU SOU A TRAZER
NOSSOS DONS, VISÃO E
 OFERTAS EM UMA UNIDADE
DE PROPOSITO CENTRADA
 NO CORAÇÃO PARA CRIAR
 CLARIDADE ,DIREÇÃO DIVINA
E AMOR MANIFESTADO

EU SOU O QUE SOU
SER A LUZ E
MANTÊ-LA ACESA
 
 
 
 

 

 

Obrigada por
 
 sua Visita
 
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