PortoGraal
 

             

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Quinto Império

 

 (6 Items)

Nação primeira de todas da Europa Porto Graal Portugal

 

Afonso Henriques mais não era que EL RIKE

5ºImpério…

 

Da ligação dos Celtas do Norte do território com os primitivos Iberos, nasceram

os Celtíberos que viriam a estar na génese dos primitivos Portugueses, logo se

 fundindo com o restante da população Lusitana do Centro e parte do Sul do que hoje

 é Portugal.
 
Todos nós sabemos mais ou menos dos acontecimentos que levaram à fundação de

 Portugal, nomeadamente da batalha de São Mamede em que Afonso Henriques

 combate a sua mãe vencendo-a. No entanto não podemos deixar de afirmar que Afonso

Henriques mais não era que EL RIKE, o "Rei (Rike, Rishi) e Guerreiro Divino (El)",

 indo fundar a Nação primeira de todas da Europa:

Porto-Graal, posteriormente Portugal, atribuindo a sua fundação

 e protecção a uma Confraria Secreta Supra-Iniciática de quem ele era o próprio Grão-Mestre

 –sobre todas as outras a Soberana Ordem de Mariz, a qual manteve

e mantém o ancoramento da Energia Crística na Pessoa Excelsa da Mãe Divina nesta

nossa Pátria Privilegiada, irradiando daqui a todo o Continente e ao Mundo, tendo por

"omphalo" o próprio Templo de Cristo e Maria no Mundo dos Deuses cuja abóbada é

 a própria Montanha Sagrada de Sintra.
 
 
Sendo uma Emanação Divina como todas as outras verdadeiras Ordens da OBRA DE

 MELKITSEDEK, o REI DO MUNDO, a Ordem de Mariz não está exteriorizada no

 plano físico profano, secular sob a influência funesta da Kali-Yuga ou "Idade Sombria"

afligindo todos os seres viventes sobre a Terra, mas, contudo, é a Mentora Secreta de

 vários Movimentos Ocultos e Iniciáticos agindo no solo nacional e internacional.
 
 O seu Pendão de borlas douradas e brancas (cores indicativas de Cristo e Maria),

ou melhor, azul suave quase branco, possui no pano as duas cores básicas verde e

 vermelha, as quais representam respectivamente as duas Energias Cósmicas

fundamentais, Fohat e Kundalini, pomo de uma Yoga muito secreta levada a

efeito pelos seus Preclaros Membros mas também realizada (por ser a Realização de

Deus) pelos Munindras da C.T.P., e… por ordem causal e não de casualidade, tais cores

além de serem as da actual Bandeira Pátria, foram também as de duas Instituições exteriores

 que lhe montaram "Círculo de Resistência": a Ordem de Avis e a Ordem de Cristo.
 
Esta protecção da MÃE DIVINA à Nação Eleita por

seu Divino Filho aquando do Milagre Patrocristológico

 ao Insigne El Rike, tem-se feito sentir ao longo de toda a sua História,sendo

que Mariz é Maris e Maria, será a Ordem Representativa desta, inspiradora da fundação

daquelas citadas acima, quem posteriormente protagonizou a Missão Lusa dos

Portadores da Luz de Deus "por mares nunca antes navegados",

encabeçando a expansão universalista de Portugal na

sua Missão de "dar novos mundos ao mundo", na realização

 concreta da Vontade Divina –"Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce"…
 
Portugal, como Cabeça Eleita do Quinto Império (o Império do Espírito Santo ou

 da Era de Aquário), ostenta na sua bandeira mais que sagrada as cinco quinas indicadoras

do Quinto Centro Universal ou Chakra Planetário, sendo também as cinco chagas por onde

correu o Sangue Real (donde Sang Greal e Santo Graal) de Cristo que desceu pelos

veios tortuosos da Terra desde Jerusalém espiritualmente perdida a Sintra divinamente

achada!… Por isso e muito mais ainda, este só podia ser o País do Porto-Graal, cujo

Povo singular agrega em si, numa miscegenação racial singular, as mais diversas etnias

 (celtas, lusitanos, romanos, godos, germanos, judeus, árabes, etc.) que o tornam

efectivamente o Populus Lusus ou Povo da Luz…de Deus neste seu Trono ou

Terra Eleita – Lux-Citânia ou Porto-Graal…

Fevereiro 2, 2008 por Melita

 

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Outrora tendo sido uma grande potência no Mundo, o país

 mais avançado em questões náuticas ou de navegação,

 possuidor dum vasto Império além-mar na época dos

Descobrimentos, Portugal (Hispânia na altura pela sua

localização dentro da Peninsula Ibérica), é hoje um país que

 anda em busca de suas origens perdido no tempo de sua Alma

Ancestral. Porém, é dentro de si mesmo que reúne o

conhecimento templário dos Mistérios Antigos e segredos

 do “Santo Graal”.  O ilustre Mestre Lima de Freitas, sabia isso

 e fez seus quadros inspirados , cujos temas  ilustrados  no livro

 PORTO DO GRAAL, mostram "a riqueza ocultada da tradição mítico-espiritual

portuguesa"  que Fernando Pessoa já tinha vislumbrado e

transmitido em sua ‘Mensagem’ que poucos ainda entendem

 quando profetizava: “Cumpriram-se os Mares, o Império

se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!”, o do V Império,

 como reino Espiritual e não como  uma potência económica

 mundial. 

Na verdade caberá a este pequeno país à Beira-Mar plantado o

 seu papel

que o saudoso Prof. Agostinho da Silva idealizava como o “Menino Jesus das

 Nações”, sabedor duma Verdade Transcendental acima de todas as crenças

e religiões, dogmas ou superstições. Aqui está a luz vinda do Oriente que

iluminará por inúmeras gerações.  Este país lusitano (de Lux-Citânia,

lugar de Luz) será o “Mensageiro” da Nova Era, simbolizado pelo número 

515 no livro de Dante, que levará a toda a parte o “Selo Solar” desvelado

há muito pelos que já libertaram suas mentes e fizeram melhores seus

corações.  Aliás, dizia o distinto teósofo Prof. Henrique José de Sousa o seguint

e: "Entre todas as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe

a  tradição de uma Terra Sagrada ou Paraíso terrestre, onde os mais elevados

 ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado

nos escritos

 mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, 

 Egito e

Américas.  Esta terra sagrada pode ser conhecida somente das pessoas

merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central

dos sonhos da infância"...

Por fim,  uma lenda Oriental vaticina que "o cálice sagrado

(o Graal

 que já esteve em Portugal)

será encontrado quando se aproximarem

os tempos de Shamballah", o lendário reino do

Prestes João da Tradição

Lusiada, os Reinos Internos da Terra ou Agharta,

 o V.I.T.R.I.O.L. 

 dos

Rosacruzes ou da Maçonaria,  o Lugar Sagrado

onde Melquisedeque

 dirige os "destinos do Mundo".

      Para terminar, deixo aqui um poema do poeta português

 Augusto Ferreira Gomes (o melhor amigo de Fernando Pessoa)

que se exprime assim:

Ao nocturno passado - fé crescente -


   erguendo olhos em sombras abismados,


   e fechando-os de novo marejados


   pelo sinal da névoa ainda ausente,


   todos sentem que a alma, em vão dormente,


   cisma com horizontes dilatados;


   e vivem a verdade de esperados


   domínios. E assim, abstratamente,


   se constrói um Império ao pé do Mar,


   - sentido universal de um só altar -


   fundindo-se no céu imenso e aberto...


   Gentes! Esperai que Deus, com sua mão,
   desfaça para sempre a cerração


   que envolve há tanto tempo o Encoberto...


   Quando dado o sinal, o Império for


   e quando o Ocidente ressurgir,


   no momento marcado hão de tinir


   pelos ares as trombetas do Senhor.


   E haverá pelos céus, só paz e amor.


   Um só Cálix de Ouro há de fulgir,


   uma só cruz na Terra há de existir,


   sem inspirar receio nem temor...


   Será a hora estranha da Verdade.


   E morta a pompa do pagão sentido,


   surgirá, então a Outra Idade.


   Acabará este viver incerto.


   Será o Império único e unido


   Quando der sinal o Encoberto!E

 

 o "V Império" surgirá na Terra, sob o Alvorecer duma Nova Era!  

                        Rui Palmela

 "O Amor a Portugal" - Canção de Dulce Pontes

 

 

Quinto Império

A referência ao Quinto Império surge na Bíblia e torna-se mito nas interpretações que sucederam ao longo dos tempos. Em Portugal, Bandarra (1500?-1556), Padre António Vieira (1608-1697) e Fernando Pessoa (1888-1935) reformulam o mito.
De acordo com a Bíblia, Nabucodonosor, rei da Babilónia (604-562 a.C.), queria que os sábios lhe revelassem o sonho que tivera e a sua interpretação. O sonho envolvia uma enorme estátua com cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e ancas de bronze, pernas de ferro e pés de barro, à qual uma grande pedra, que se desprendeu da montanha, triturou os pés, fazendo tudo em pedaços. Foi o profeta Daniel que lho revelou e decifrou, mostrando-lhe que o nascimento e a queda de impérios acontecem pela vontade de Deus, embora pareça dos homens essa missão. Diz Daniel (2:37-44): "Tu que és o rei dos reis, a quem o Deus dos céus deu a realeza, o poder, a força e a glória; a quem entregou o domínio, onde quer que eles habitem, sobre os homens, os animais terrestres e as aves do céu, tu é que és a cabeça de ouro. Depois de ti surgirá um outro reino, menor que o teu; depois um terceiro reino, o de bronze, que dominará sobre toda a terra. Um quarto reino será forte como o ferro" e, mais à frente, "No tempo destes reis, o Deus dos céus fará aparecer um reino que jamais será destruído e cuja soberania nunca passará a outro povo". Daniel profetizou que depois da grandiosidade do império da Babilónia, sucederiam outros, que de acordo com as interpretações mais correntes são o Medo-Persa, o da Grécia e o de Roma, sendo o Quinto Império universal.

O Padre António Vieira, ao desenvolver o mito do Quinto Império, considera que, depois desses grandes impérios liderados por Nabucodonosor (da Babilónia ou dos Assírios), por Ciro (da Pérsia), por Péricles (da Grécia) e por César (de Roma), chegará o Império Universal Cristão, o Quinto Império, liderado pelo Rei de Portugal. Diz Vieira em História do Futuro: "Chamamos Império Quinto ao novo e futuro que mostrará o discurso desta nossa História; o qual se há-de seguir ao Império Romano na mesma forma de sucessão em que o Romano se seguiu ao Grego, o Grego ao Persa e o Persa ao Assírio".

Fernando Pessoa, na obra Mensagem, anuncia um novo império civilizacional, que, como Vieira, acredita ser o português. O "intenso sofrimento patriótico" leva-o a antever um império que se encontra para além do material. No poema "O Quinto Império", afirma: "Grécia, Roma, Cristandade, / Europa – os quatro se vão / Para onde vai toda idade. / Quem vem viver a verdade / Que morreu D. Sebastião?"
Para o Poeta, "A esperança do Quinto Império, tal qual em Portugal a sonhamos e concebemos, não se ajusta, por natureza, ao que a tradição figura como o sentido da interpretação dada por Daniel ao sonho de Nabucodonosor. Nessa figuração tradicional, é este o seguimento dos Impérios: o Primeiro é o da Babilónia, o Segundo o Medo-Persa, o Terceiro o da Grécia e o Quarto o de Roma, ficando o Quinto, como sempre, duvidoso. Nesse esquema, porém, que é de impérios materiais, o último é plausivelmente entendido como sendo o Império de Inglaterra. Desse modo se interpreta naquele país; e creio que, nesse nível, se interpreta bem. Não é assim no esquema português. Esse, sendo espiritual, em vez de partir, como naquela tradição, do Império material de Babilónia, parte, antes, com a civilização que vivemos, do Império espiritual da Grécia, origem do que espiritualmente somos. E, sendo esse o Primeiro Império, o Segundo é o de Roma. O Terceiro o da Cristandade, e o Quarto o da Europa – isto é, da Europa laica de depois da Renascença. Aqui o Quinto Império terá de ser outro que o inglês, porque terá de ser de outra ordem. Nós o atribuímos a Portugal, para quem o esperamos." (Textos transcritos por António Quadros, em Fernando Pessoa, Iniciação Global à Obra)
A crença no Quinto Império persegue Fernando Pessoa, como se vê pela entrevista a Alves Martins (1897-1929) em Revista Portuguesa, nº 23-24, de 13 de Outubro de 1923, onde à questão sobre o que calcula que seja o futuro da raça portuguesa, responde: "O Quinto Império. O futuro de Portugal – que não calculo, mas sei – está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo."
Desde o tempo das descobertas, com o conhecimento de novos mundos, que colocaram Portugal como referência obrigatória, sempre houve uma crença de perenidade e de uma missão civilizadora. Daí Fernando Pessoa, como o fizera Vieira, procurar atestar a sua grandiosidade e o valor simbólico do seu papel na civilização ocidental, acreditando no mito do Quinto Império. Ao longo da Mensagem, sobretudo da terceira parte, Pessoa exprime a sua concepção messiânica da história e sente-se investido no cargo de anunciador do Quinto Império, que não precisa de ser material, mas civilizacional.

http://www.infopedia.pt/-imperio

MÁRIO MÁXIMO - O SONHO DO QUINTO IMPÉRIO

A filosofia portuguesa não existe sem a poesia. É uma espécie de herança que não admite renúncia nem

 utilitarismo. As riquezas de tal herança são frugais. Ou melhor, são faustas e imensas, mas no plano da

libertação interior. No plano espiritual e metafísico. Talvez no plano místico. Ao nível do profano são

mesmo frugais, tais riquezas. Os impérios da filosofia portuguesa não abarcam sujeições. Talvez por

isso o efectivo poder político-económico português tenha sido assumido de forma tão efémera e apenas

 num passado longínquo. Ou seja, que tarda em repetir-se.

Perdoem-me a heresia, mas acho que D. Sebastião teria subsidiado Luís de Camões de forma bem mais

 generosa se acaso tivesse sido ele um general de sucesso. Digo ele, Luís de Camões. Pois que

D. Sebastião foi o nosso bem conhecido general do insucesso. D. Sebastião teria feito bem melhor a

 Portugal se se tivesse tornado poeta. Quis ser rei e seguidor de sinais. Ou melhor, era esse o destino

que lhe estava traçado. Eis a sua única desculpa. Sonhou os sonhos errados e foi esse o seu legado.

Por outro lado, diga-se, ser poeta ao lado de Luís Vaz de Camões deveria ser hercúlea obra mesmo

para um D. Sebastião...

Os poetas fizeram do maior desastre estratégico da nação portuguesa (e não nos esqueçamos que o

facto de termos estado sob a sujeição de uma potência estrangeira pela única vez desde sempre, é prova

 mais do que eloquente de tal estratégico desastre) a catarse da nação. Reescreveram o destino que

D. Sebastião não soube ler. Nem podia ler. O destino só pode ser lido por profetas ou poetas. Sendo

que estes são os profetas iluminados. Camões morre com a sujeição da Pátria. Não pode haver melhor

metáfora. Nem a mísera tença real de D. Sebastião o matara. Matou-o a humilhação de Portugal a que

conduziu o equívoco sonho de D. Sebastião

A partir de D. Sebastião passámos a encontrar-nos na saudade, na quimera, na luz espiritualmente

revelada. Não mais glórias de expansão ou de domínio terreno. Todos perceberam que o destino de Portugal,

a partir de tal desastre, só poderia ser espiritual. SÓ? Perguntamos. SÓ? Pois é na resposta a esta

questão que se colocam as grandes questões da filosofia portuguesa. Porque digo eu filosofia portuguesa?

 Bem, porque corre nas nossas veias o sangue da saudade, da missão ungida e da revelação.

O Padre António Vieira bem que pressentiu tal desiderato. O Padre António Vieira é um dos nossos

maiores poetas. A sua obra é, toda ela, tocada pelo sublime da poesia. Ler O Império do Futuro é

 ler um livro que é um poema. Um poema filosófico mas cuja densidade cardíaca, ou melhor dito, cuja

 densidade de coração, ilumina todo um devir.

Claro que não é por acaso que o grande Tomás Morus, ao escrever o livro Utopia, coloca como narrador

da visão da ilha da Utopia, cuja capital é Amaurota, um marinheiro português: Rafael Hytlodeu. Isto

significa que os portugueses eram entendidos pelo escol da inteligência de então como aqueles que

 poderiam dar novas ao mundo. Até as novas do sublime, do milagre feito realidade, da revelação tornada

quatro dimensões: as três do corpo e a quarta da alma.

Quero eu dizer com isto que o Padre António Vieira, ao formular a sinopse da História do Futuro,

Esperanças de Portugal, e Quinto Império do Mundo estava a fazer o poema que lhe era possível.

Luís Camões concebeu a Ilha dos Amores. Sonhou-a. Tornou-a realidade pela mão da mais delirante

 imaginação (Se bem que, deva ser dito que naqueles tempos de descobrimentos de novos mundos

muita coisa inverosímil foi realidade. Ao ponto de eu perguntar se Camões não pernoitou, ao menos

 uma noite, na Ilha dos Amores). Mas quanto ao Padre António Vieira ele pensou a utopia como plena

realização. Não apenas quimera sonhada. Ele profetizou-a. Aí terá sido mais poeta do que Luís de Camões.

 Arriscou tudo. Esteve nas mãos da Inquisição. A tal santa instituição que desmembrou corpos e almas

em nome de Deus. Ao estar nas mãos da inquisição ele provou que sonhava verdadeiro. Pois apenas

foram condenados pela inquisição os que estavam inocentes. Aqueles em quem luzia algum sonho ou

a poesia ela mesma.

O Padre António Vieira fundou a ideia de Quinto Império. Não me importam, agora, os quatro impérios

 anteriores ao Quinto. Importa-me essa sensação sublime que é sentir-me parte vivente de um sonho

maior do que uma Nação. E porque digo isto? Porque só as Nações grandes de coração e alma podem

 sonhar os sonhos que lhe são maiores.

O Padre António Vieira respeitava os povos autóctones das Terras de Vera Cruz como respeitava aquele

 povo de onde ele provinha. Tal atitude poderia levar a um Quinto Império na terra. De facto poderia...

Hoje, a noção de Quinto Império é outra sendo a mesma. Tem outros contornos. Mas o lume da gestação

 continua a ser o mesmo: o lume que acende e aquece a transcendência através da fé suprema da poesia.

 Grandes pensadores falaram do Quinto Império. Mas foi o poeta revelador, o Supra-Camões, aquele que

 falou de forma mais significativa. Fernando Pessoa sabia que no conceito de Quinto Império se subsumia

o destino português. O esoterismo em Pessoa é uma assumpção de liberdade e de missão. Cada um

só é livre se, e quando, se encontra no caminho da sua missão. E nenhum português pode abjurar a

sua história. No plano dos factos, claro. Mas sobretudo no plano super-estrutural que ilumina esses factos.

Em boa verdade, devo dizer que acredito no Culto do Espírito Santo: o primeiro profetismo e aquele que

 vem do povo genuíno da fala portuguesa. Acredito na Sétima Idade, de Fernão Lopes. Acredito na Ilha

dos Amores que Luís de Camões permite que visionemos através da sua iluminada poesia. Acredito no

Quinto Império do Padre António Vieira, bem como no Quinto Império de Fernando Pessoa.

O grande Agostinho da Silva, numa notável entrevista publicada postumamente (conduzida por Antónia

de Sousa) tem um lapso que não é lapso pelo simples facto de que não acontece por acaso: ao falar de

 Fernando Vieira. Junta Fernando Pessoa e António Vieira. Na verdade, eu acho que o dossier Quinto

Império tem os seus máximos expoentes nestes dois autores. Nestes dois profetas e poetas: António

Vieira e Fernando Pessoa.

Assim se entende que o conceito de Quinto Império evolui, sendo o mesmo. António Vieira procura-o

na História do Futuro. Fernando Pessoa encontra-o na História do Passado. E é a esta transversalidade

 que irá juntar-se Luís de Camões. Luís de Camões entra neste triângulo com a voz da intemporalidade

 que une os discursos de Fernando Pessoa e António Vieira.

Quando comecei as minhas palavras falei de D. Sebastião. Talvez de uma forma que tenha surpreendido

 aqueles que costumam passear nos frondosos jardins sebastiânicos. D. Sebastião não é, de todo, o

meu ídolo (digamos desta forma meio brincalhona). Mas D. Sebastião tem um papel inestimável: foi a

partir dele que os portugueses passaram a procurar-se dentro de si próprios. Cada um tem um D. Sebastião

 dentro de si. E quando cada um regressa a si mesmo é D. Sebastião que retorna por entre as brumas da

alma de cada um. O caminho do Quinto Império talvez possa dissipar a bruma. O D. Sebastião que falta a

cada um de nós se calhar não está longe. Talvez a bruma seja o muro que nos separa da plenitude

espiritual: aquela que nos realizará o sonho do Quinto Império.

MÁRIOMÁXIMO

http://www.triplov.com/espirito/quinto_imperio.html

 

Através da profecia do Quinto Império, a Mensagem inscreve-se na corrente profética, aquela que de facto corresponde a uma identificação colectiva e de sentido positivo. O

Bandarra é "Este cujo coração foi / Não português mas Portugal" e António Vieira "O Imperador da Língua Portuguesa".

Esta profecia que nasce do sonho ou da meditação, anunciou um Império de um tipo novo, espiritual.

De acordo com o esquema da interpretação do sonho de Nabucodonosor, por Daniel, que assinala os quatro impérios - Babilónia, Medo-Persa, Grécia e Roma - o quinto seria segundo Pessoa (Sobre Portugal - Introdução ao problema nacional, p. 234) o Império de Inglaterra, por de impérios materiais se tratar. Ora, o Império que profetiza é espiritual e o esquema em que se insere é diferente, pois é o da grandeza civilizacional: "Grécia, Roma, Cristandade/Europa - os quatro se vão /Para onde vai toda a idade /Quem vem viver a verdade/ Que morreu D. Sebastião?"

O apelo da Mensagem vai no sentido da concretização de uma vocação universalista dos portugueses, a qual não se afasta da que é expressa em 1923 na Revista Portuguesa: "O Quinto Império, o futuro de Portugal, que não calculo, mas sei- está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra e também nas quadras do Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo. Quem,que seja Português, pode viver a estreiteza de uma só personalidade, de uma só nação, de uma só fé (...). Ser tudo de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma cousa (...).Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade".

Das condições para a criação de um "império de cultura", refere Pessoa como fundamentais: uma língua rica e completa, o aparecimento das obras de génio nessa língua.

Para além do anúncio de si próprio como o génio contemplado no grande acontecimento profetizado por Bandarra para 1888 (data em que nasceu), importa considerar a apreciação política de autores portugueses que Pessoa faz no ensaio sobre "A Nova Poesia Portuguesa", mas sobretudo a sua admiração por Teixeira de Pascoaes.

De facto, a Mensagem constroi-se em diálogo com o profetismo de Pascoaes, o poeta da saudade, dele se aproximando e demarcando,Pessoa considera que as "intuições proféticas" de Pascoaes vão no sentido da sua antevisão do "futuro glorioso que espera a pátria portuguesa " e propôe-se nos seus estudos "sociológicos" fazê-las passar do nível intuitivo ao de um pensamento lógico.

"O nacionalismo místico" de Pessoa reformulará a visão de Pascoaes e sobretudo acentuando a vocação universalista de Portugal e a sua disponibilidade de "poder ser".

Se em Pascoaes a saudade reúne lembrança e desejo, em Fernando Pessoa o poder criador do mito recebe a força suprema da qual depende inteiramente o futuro e, com ele, o passado.

A memória não depende de uma realidade empírica, mas de um alto destino que se faz e o faz existir. Leiam-se os primeiros versos do poema "Viriato":

"Se a alma que sente e faz conhece

Só porque lembra o que se esqueceu

Vivemos, raça, porque houvesse

Memória em nós do instinto teu"

Como nota Alfredo Antunes (in A Saudade Profética), a profecia sebastianista aparece em Pascoaes bastante diluída quanto à sua concretização espacio-temporal, enquanto em Pessoa ela é investida de um alto valor de intervenção que engloba o descontentamento do presente e visa o futuro pela acção de uma vontade transformadora.

A diferença é bem visível se compararmos, por exemplo, o tom apelativo do terceiro dos símbolos"O Desejado", com este extracto de "A Era Lusíada" de Teixeira de Pascoaes: "Eis que ele reaparece logo, ainda não em corpo vivo,mas em fantasma de nevoeiro.A Saudade lutuosa, através das suas lágrimas, visiona o Desejado. Os seus olhos perdem-se na neblina do mar que desenha vagamente ao longe , a ilha do Encantamento.(A Era Lusíada, Porto, 1912).

O Sebastianismo de Fernando Pessoa exige uma referência imprescindível a António Nobre, que deixou incompleto um poema intitulado " O Desejado" , publicado postumamente.

Segundo Pessoa, o autor do " livro mais triste que há em Portugal" , o diz-nos da nossa tristeza de sermos orfãos e choramos sabendo que é inutilmente que choramos.

Do ritual de sacríficio consagrado nas páginas de Nobre, encontramos um eco nítido no terceiro de "Os Avisos", onde às lágrimas choradas é interior o calor e a luz.

De "submissão"voluntária ao sonho se poderá falar (" Quando meu sonho e meu senhor?")

Tudo o que Pessoa escreveu sobre o assunto , irónicamente ou não , poderá elucidar-nos acerca de uma vivência dos problemas portugueses.

Mas apenas na Mensagem encontramos a identificação do sujeito e da pátria, num pensamento da Hora trágica, que apenas o mito, que como tal se afirma pode interpretar, fazendo surgir o sol na noite, o nacional e o universal.

O Quinto Império, símbolo colocado sob os desígnios do Encoberto, nada tem de loucura irracionalista ou de cálculo de uma identidade.

A Mensagem é toda ela um acto de paixão pela Pátria, que a confunde com a aspiração anónima de um povo, a passar além de si, e dar ao mundo novos mundos que só a inteligência pode achar.

"O Sonho é ver as formas invisíveis

Da distância imprecisa, e, com sensíveis

Momentos de espr'ança e da vontade,

Buscar um linha fina do Horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a ponte

Os beijos merecidos da verdade"

("Horizonte")

A ortografia arcaica que Pessoa valoriza corrobora a mitificação do passado e o ideal aristocrático que animam a Mensagem.

Este ideal é, aliás, sublinhado por um intenso patriotismo visível nas "Páginas de Estética" e de "Auto-Interpretação" e que conjuga o seu acérrimo humanismo:

"Há três realidades sociais - o indivíduo, a Nação, a Humanidade" (…)

"A Humanidade é outra realidade social tão forte como o indivíduo, mais forte que a Nação, porque mais defenida do que ela" (…) "É através da fraternidade patriótica, fácil de sentir a quem não seja degenerado que gradualmente nos sublimamos ou sublimaremos, até à fraternidade com todos os homens. (…)". A Nação é a escola presente para a Super-Nação futura. Cumpre, porém, não esquecer que estamos ainda e durante séculos estaremos na escola e só na escola.

Se intensamente patriota é três coisas: é primeiro, valorizar em nós o indivíduo que somos e fazer o possível por que se valorizem os nossos compatriotas, para que assim a Nação, que é a suma viva dos indivíduos que a compõem, e não o amontoado de pedras e areia que compõem o seu território, ou a colecção de palavras separadas ou ligadas de que se forma o seu léxico ou a sua gramática - possa orgulhar-se de nós, que, porque ela nos criou, somos seus filhos, e seus pais porque a vamos criando".

 http://www.cfh.ufsc.br/~magn

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No Quinto Império que sonhou,
sonhava o homem lusitano à medida do mundo.

E foi ele o pioneiro.
Original no ser universal...
Misto de génio, mago e aventureiro.

Miguel Torga, in Poemas Ibéricos

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http://www.teiaportuguesa.com/vimperio/introducao.htm

 

«[...] Veio depois a derrota de Alcácer Quibir e o desaparecimento do Rei (1578). A nação caiu sob o domínio castelhano. A literatura chorou, com a perda de D. Sebastião, o desfazer das esperanças desmedidas, a ruína dum povo que, havia pouco, deslumbrara o mundo com os Descobrimentos e a criação de um grande Império. Vasco Mouzinho de Quevedo, por exemplo, recorda doridamente o Rei, «Sebastião cuja morte inda hoje é viva, / Renovando-se sempre de ano em ano». Foi então que surgiu, como instintiva reacção, o sebastianismo. Julgou-se que só a fé visionária poderia salvar-nos. Na primeira metade do séc. XVI vários pretensos profetas, desafiando os rigores da Inquisição, haviam aliciado adeptos, nomeadamente cristãos novos. Entre esses «profetas» contava-se Gonçalo Anes, de alcunha «o Bandarra», sapateiro de Trancoso (Beira Alta), homem cujas trovas, largamente divulgadas, se tornariam «o evangelho do sebastianismo». O Bandarra (falecido em 1545, segundo um epitáfio mandado gravar no séc. XVII) tinha-se inspirado na Bíblia para verberar a corrupção da época e fazer obscuras predições, entre as quais, parece, estavam a da conquista de Marrocos, a da derrota dos Turcos e a do Quinto Império. [...] 

Durante o séc. XIX, o sebastianismo foi passando da esfera política para os domínios literário e culturológico. O sonho heróico de D. Sebastião, a sua morte na batalha, o mito do seu regresso e a quimera do Quinto Império inspiram poetas e prosadores. [...] No Frei Luís de Sousa de Garrett, é Telmo, o velho criado, quem associa à fé no retorno do Rei a convicção de que D. João de Portugal, seu amado amo, um dia aparecerá.»

 

(Coelho, Jacinto do Prado, DICIONÁRIO DE LITERATURA)

 

SEBASTIANISMO E 5º IMPÉRIO: O MITO DO ENCOBERTO (I PARTE)

Carlos de Albuquerque (Finalista da Licenciatura de História da FCSH-UN Lisboa)

Quando falamos do Sebastianismo (na sua vertente mais esotérica) e de toda a temática a ele subjacente, há que fazer a distinção dos seguintes conceitos: o que significa o próprio Sebastianismo (ou, se preferirem, o que significa ser-se Sebastianista. Aqui estou a referir-me não tanto ao carácter saudosista a que a maior parte das vezes esta palavra está associada, mas sim aos aspectos mais marcantes desta corrente interpretativa da nossa História), o que significa o Quinto Império e o que é (ou o que foi) o Mito do Encoberto.
Nesta primeira parte iremos analisar apenas os conceitos de Sebastianismo e 5º Império.

 

Dizia Fernando Pessoa que “Império é domínio, e pode ser domínio material, domínio intelectual e domínio espiritual.” Império… Desde a Batalha de Alcácer-Quibir (1578) que inúmeros autores portugueses se têm debruçado sobre este assunto. Destacamos alguns dos mais importantes: o Padre António Vieira, o historiador Oliveira Martins, Ramalho Ortigão e António Sérgio. Porém, nenhum deles conseguiu ter o alcance de visão de Fernando Pessoa. Ninguém melhor do que ele conseguiu perceber o que foi (ou o que será), de facto, o Quinto Império…

Abandonando a ideia de que este Império seja de cariz político-militar, Fernando Pessoa estrutura-o da seguinte forma: “…o futuro de sermos tudo, fundindo portuguesmente todas as religiões no Paganismo Superior. Não queiramos que fora de nós fique um único deus! Absorvamos os deuses todos! Conquistamos já o Mar; resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus, porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa!” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p. 34). “…

Resta que conquistemos o Céu…” Mas o que significa este Céu? O Céu representa o limite, o querermos ultrapassar uma barreira física. É a ideia de nos superarmos, de irmos cada vez mais longe…“O espírito humano tem uma ânsia natural de conhecer”, também dirá o poeta… É uma inquietação, uma renovação de arquétipos (ou seja, de ideais). Há que TENTAR (custe o que custar). Há que ser, novamente, aventureiro e ousado. Há que ir à luta, e não ficar satisfeito com aquilo que se faz (ou se tem). Tal como os portugueses de Quinhentos… Esse espírito, essa “alma”, têm de regressar novamente a Portugal… O Quinto Império será, pois, a face mais visível de uma nova “religião”, de uma nova ordem de ideias (e de ideais), de um recomeço, que o poeta propõe para o país: “Se há que haver religião em nosso patriotismo, extraiamo-la desse mesmo patriotismo. Felizmente temo-la: o sebastianismo. (…) Esse é nacional, mais nacional é impossível exigir, é popular, porque ninguém sabe como ele nasceu nem de quem. É misterioso, porque no mistério está envolto o desaparecimento de D. Sebastião.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, pp. 111, 112).

Na base deste novo “paganismo” está a figura do rei D. Sebastião, o “rei-menino” que desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir (04 de Agosto de 1578). Mas como é que esta personagem da nossa História poderia ser a figura central do que quer que fosse, uma vez que já tinha morrido? O poeta dá-nos a resposta a isso: “No Terceiro Corpo das suas Profecias, o Bandarra anuncia o regresso de D. Sebastião (pouco importa agora o que ele entende por esse «regresso») para um dos anos entre 1878 e 1888. Ora, neste último ano (1888) deu-se em Portugal o acontecimento mais importante da sua vida nacional desde as Descobertas; contudo, pela própria natureza do acontecimento, ele passou, e tinha de passar, inteiramente despercebido.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p. 132). Este excerto não deixa de ser curioso, pois nele é feita uma referência a um “retorno” de D. Sebastião para 1888. Mais curioso ainda é o facto de 1888 ser o ano de nascimento do próprio Fernando Pessoa!

O poeta prossegue: “Mas o que quer dizer esse Grande Regresso? O que é que regressa? O que significa, ao certo, essa Vinda de D. Sebastião? O próprio D. Sebastião, o que significa? (…) O sebastianismo, fundamentalmente, o que é? É um movimento religioso, feito em volta duma figura nacional, no sentido dum mito.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, pp. 135, 151). “No sentido simbólico, D. Sebastião é Portugal: Portugal que perdeu a sua grandeza com D. Sebastião, e que só voltará a tê-la com o regresso dele, regresso simbólico, (…) mas em que não é absurdo confiar. (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p. 151). No fundo, o Quinto Império e o “novo” D. Sebastião mais não são do que um sonho de meditação, uma procura de algo mais tangível e duradouro que um mero Império secular. Daí que Fernando Pessoa o projecte sempre no futuro: “O Quinto Império, o futuro de Portugal, que não calculo, mas sei-o está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra e também nas quadras do Nostradamus.

Esse futuro é sermos tudo. Quem quer que seja Português, pode viver a estreiteza de uma só personalidade, de uma só nação, de uma só fé... Ser tudo de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa... Na eterna mentira de todos os deuses, só os deuses todos são verdade.” (Declarações à Revista Portuguesa, 1923). “D. Sebastião voltará, diz a lenda, por uma manhã de névoa, no seu cavalo branco, vindo da ilha longínqua onde esteve esperando a hora da volta. A manhã de névoa indica, evidentemente, um renascimento anunciado por elementos de decadência, por restos da Noite onde viveu a nacionalidade.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p.151).

Um Império desta forma só faria sentido, para alguém como Fernando Pessoa, de uma forma espiritual. Como ele “assumiu” este papel, só viu uma forma de o expressar: através da sua arte (ou seja, a escrita). Todo este “nacionalismo místico”, repleto de uma linguagem e essência próprias, pretendia renovar a mentalidade de um país que o poeta via definhar cada vez mais: “A nossa ruína cultural, a nossa não lusitanidade íntima, esse é o mal que nos mina… Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. O fim: eis o início de tudo.” “Preparemos o caminho dos grandes génios portugueses, ainda que contra a voz profética eles não venham nunca. Teremos perdido o jogo, porém ganho a experiência dele. O esforço de um alto propósito é, de per si, um resultado desse alto propósito; o que se nos acrescenta de grande por pensarmos sempre em grandes coisas é o primeiro efeito dessas grandes coisas.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p.128).

“A alma é imortal, e se desaparece, torna a aparecer onde é evocada através da sua forma. Assim, morto D. Sebastião, o corpo, se conseguirmos evocar qualquer coisa em nós que se assemelha à forma do esforço de D. Sebastião, ipso facto o teremos evocado e a alma dele entrará para a forma que evocamos. Por isso, quando houverdes criado uma coisa cuja forma seja idêntica à do pensamento de D. Sebastião, D. Sebastião terá regressado.” (Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, p. 150). Tendo “assumido” esse espírito de D. Sebastião, Fernando Pessoa acreditava que só através da sua escrita conseguiria fazer despertar a consciência colectiva da Nação (consciência essa que segundo ele próprio dizia, estava como que adormecida desde a Batalha de Alcácer-Quibir). Mas primeiro tinha de a fazer lembrar daquilo que já tinha sido. A melhor maneira que encontrou para o fazer foi através da sua obra Mensagem, onde, na 1ª e 2ª parte, expõe todo um passado de glória, fama e conquista…

A última parte desse poema ficaria reservada à apresentação do tema do Encoberto (anunciando, dessa forma, o advento do Quinto Império). No fundo, o que Fernando Pessoa tentou fazer foi dar a Portugal um novo sentido para a sua existência. Ao apresentar esta proposta, indicava, também que o país tinha capacidades para se regenerar e se entregar a um novo tipo de ideal, bastando, para isso, procurar bem fundo nas suas raízes os mitos ancestrais que lhe conferiam toda a sua essência. O melhor de entre todos seria o mito de D. Sebastião (uma espécie de Supra-Camões que Pessoa já antecipava há muito tempo). No próximo número iremos analisar o conceito do Mito do Encoberto e a sua relação com outro não menos importante assunto: as Ilhas Afortunadas. Até lá, um abraço amigo...

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